Chocolate quente com um twist |Hot chocolate with a twist

Houve um ano que à sexta feira, depois dos ensaios da banda, ia a um bar em Caneças que tinha o melhor cacau quente que pude beber. Pedia um super e acrescentava um “por favor ponham bastante chocolate porque o sabor e o cheiro a leite dão-me náuseas”. Quando a caneca chegava à mesa e punha a colher naquele líquido, ela ficava de pé de tão espessa que era.

Hoje já não tenho esse problema. O leite já não faz parte da minha vida e tenho outras alternativas, também essas muito saborosas. Apesar de não acrescentar um espessante, a verdade é que este chocolate quente fica com uma textura deliciosa! Não muito espessa, nem muito líquida. Perfeita! Acredito que seja a bebida de amêndoa (feita em casa) que permitiu que assim fosse.

Para lhe dar um toque especial nada como um twist na receita básica!

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Chocolate quente com laranja

Ingredientes:
(serve 1 pessoa)

  • 1 chávena de bebida de amêndoa
  • 2 colheres de sopa de cacau cru
  • 1 colheres de sopa de geleia de arroz (ou 2 caso queira mais doce)
  • 2 cm de vagem de baunilha
  • pau de canela
  • raspas de laranja (1 colher de chá)

Preparação:

Num fervedor colocar a bebida vegetal, a vagem de baunilha e o pau de canela. Depois acrescentar o cacau e a geleia de arroz. Mexer bem e quando o cacau tiver dissolvido colocar raspas de laranja. Deixar levantar fervura e desligar.

Ponha-se no sofá com uma manta e um excelente programa de televisão. Aproveite!

BB

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For quite some time on Fridays night’s, I went to a bar not to far from home and always drink a hot chocolate. So thick that the spoon didn’t move. I requested always a super chocolat with extra chocolat because the taste of cows milk made me sick.

Now I don’t have that issue. There is so many vegetable options. And this recipe, with the almond drink is perfect. Because I don’t need corn starch to make it thick.

Hot Chocolat with a twist

Ingredients:
(serve 1 person)

  • 1 cup of almond drink
  • 2 table spoons of raw cocoa
  • 1 table spoon of rice syrup (or 2 if you want more sweet)
  • 2 cm of vanilla bean
  • cinnamon stick
  • orange zest (1 tea spoon)

How to:

Heat the almond drink, the vanilla and the cinnamon. Then mix the cocoa and the rice syrup. Stir well and when well mixed put the orange zest. Let it boil and serve.

You can always drink it in the couch with a blanket and a great TV show. Enjoy!

BB

 

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O Natal está a chegar #3 – Vamos tricotar?

Para quem não está numa de cozinhar podem sempre optar por algo que possa ser útil. Que tal uma aventura nas artes manuais?

Este ano resolvi, logo em Janeiro, fazer golas em tricot para toda a gente. Isso mesmo, tricotei uma série de golas. Encontrei uma linha 100% algodão de origem espanhola e não muito cara. Arranjei um vídeo no Youtube e aos poucos fui fazendo umas malhas até conseguir prendinhas para todos… ou quase todos! Para os que sei que recebem cachecóis ou golas todos os natais optarei por outro caminho.

Não vos vou dizer onde comprei a linha que utilizei porque tenho vergonha e, sinceramente, tive preguiça de tentar encontrar outro sítio. Algumas das linhas são em poliéster mas já as tinha por casa e não ia desperdiçá-las. Mas como quero fazer outras coisas no futuro acabei por fazer uma pesquisa que partilho agora convosco.

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Andar na Linha – tem linhas 100% algodão, outras linhas com mistura de algodão com acrílico e tem também agulhas de bamboo. O preço não é dos mais baixos, mas as cores são muito interessantes!

Limol – tem imensas opções e é portuguesa. Só não tem os preços e nem opção de comprar online. Mas irei entrar em contacto com a empresa e procurar saber até porque também tem algumas linhas muito bonitas.

DMC – para quem costuma bordar ou fazer crochet esta é uma marca francesa bastante conhecida. Tem uma linha natura 100% algodão e uma gama de cores impressionante para linhas 100% algodão.

Rosários4 – empresa portuguesa em Mira D’Aire com uma colecção eco-friendly. Tem linhas 100% algodão, 100% algodão orgânico, 100% algodão reciclado (não é o máximo?), algodão e linho, fibra de milho, e alguns com uma percentagem de bambu. Também têm lã e seda, mas a oferta de linhas de origem 100% vegetal é impressionante, tanto que creio que vou adquirir em breve umas e prometo que partilharei convosco um feedback.

Algures em 2014 comprei umas linhas de algodão orgânico numa loja online de origem portuguesa chamada Tecidos Ecológicos. Como não estou a conseguir abrir o site creio que não exista mais. Se conhecerem outras marcas partilhem nos comentários.

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Quanto ao que fazer as possibilidades são imensas: cachecóis, golas, luvas, gorros, meias, camisolas… Graças ao Youtube existem tutoriais para todos os gostos!

Feliz Natal malta!

BB

O Natal está a chegar #2 Bolinhos para saborear | Christmas is coming #2 Cookie treats

(English version below)

Quem não gosta de comer umas bolachinhas ou até uns bolinhos? Juntamente com a granola ou na vez da granola, costumo fazer umas bolachinhas para oferecer. O ano passado fiz uns biscoitos de azeite que me fazem lembrar a infância e apesar de as ter deixado demasiado tempo no forno e por isso ficado um pouco mais rijas, o feedback acabou por ser positivo.

Antes de passar à receita sinto que devo dizer que, como o nome do meu espaço sugere, a Vegalachas nasceu porque… gosto de bolachas! Sim, exactamente, a fusão é essa mesma. Uma das primeiras bolachinhas que fiz e que comecei a tentar adaptar foram uns bolinhos de côco simples, que encontrei nas receitas do Centro Vegetariano. Depois de não as fazer durante algum tempo (não queria estar a adivinhar mas creio que há dois anos) surge uma nova receita, por assim dizer, como sugestão de uma oferta de Natal. Espero sinceramente que as aprovem!

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Bolinhos de Côco, Laranja e Pepitas de Cacau

Receita adaptada daqui

Ingredientes:

  • 100 gr de farinha de espelta integral
  • 50 gr de côco ralado
  • 40 gr de óleo de côco
  • 40 gr de açúcar mascavado
  • 30 gr de pepitas de cacau exótico
  • raspa de uma laranja pequena
  • sumo de meia laranja

Preparação:

Numa taça colocar a farinha, o côco, o açúcar, a raspa de laranja e as pepita de cacau. Misturar.

Numa panela derreter o óleo de côco e misturar ao preparado anterior e envolver. Irá notar que fica uma massa solta, por isso, aos poucos, junte o sumo de laranja até achar que a massa fica um pouco mais consistente.

Moldar em pequenas bolachas e levar ao forno, a 160º por 25 minutos (dependendo do forno).

Saliento que as pepitas de cacau que utilizei nesta receita têm um sabor mais forte (ou amargo), mas eu para além de estar habituada gosto muito do sabor. Por isso pode sempre utilizar umas comuns, de preferência 100% vegetal.

Depois é só colocar num frasco, decorar e oferecer!

BB

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The title of my blog is a fusion between the word “bolachas”, that means cookies, and vegan. That’s right, because I’m a cookie monster. So, I think it’s no surprise to the ones that know me, to share a cookie recipe.

Along with the granola I give some cookies too. Last year I baked one kind that reminds me of my childhood, and this year I adapted from the first vegan cookies that I ever made.

Coconut, orange and cocoa chips

Ingredients:

  • 100 gr of whole spelt flour
  • 50 gr of shredded coconut
  • 40 gr of coconut oil
  • 40 gr of brown sugar
  • 30 gr of raw cacao chips
  • zest from a small orange
  • juice of half orange

How to:

In a bowl put the flour, shredded coconut, sugar, orange zest, cacao chips and mix.

In a pan melt the coconut oil and when ready stir with the previous ingredients. You will note that the mixture is a little loose (I don’t know another way to say it), so, mix slowly the orange juice until is has the right consistency.

Mold the dough into cookie shape (or the shape you want) and bake it for about 25 minutes at 160º. The time depending on the oven. If you let it bake too much time, the cookies will be hard to eat (but delicious anyway!).

Let me say that this kind of cacao chips have a peculiar taste, so, if you want a more familiar or light taste, change to chocolate chips, 100% plant based of course.

Then just put the cookies in glass jars with a ribbon on it. And there you go, delicious christmas presents on offer.

BB

 

Vegalachas em viagem #2.1 | Pisa e Cinque Terre

(English version not available)

Numa lista com um título que seria qualquer coisa como  “Os 25 locais que parecem saídos de um conto de fadas” aparecia o nome desta localidade italiana: Cinque Terre. Dei por mim então no início de Janeiro (ou terá sido em Dezembro?) a comprar um bilhete de avião para um dos aeroportos mais perto do local: Pisa. O local para o regresso acabou por ser escolhido pelo preço mais barato que consegui encontrar e decidi ficar uma semana inteira em Itália, os primeiros dias a solo e os últimos com o meu amigo N. O percurso foi escolhido um pouco ao calhas: sabia onde começava e sabia onde acabava, por isso fui apenas escolhendo cidades pelo meio que pudessem ser interessantes (obrigada google maps!)

Nervosa, com mochila às costas e de máquina fotográfica, apanhei o avião para Pisa. Cheguei à hora de almoço e meti-me no comboio para o centro. Assim que cheguei tirei o mapa que tinha já algumas sugestões de percursos para poder ver o top 10 de Pisa. Decidi seguir um dos que era mais directo para o restaurante que planeava almoçar. Surpresa, nesse dia estava fechado! Acabei por não almoçar sequer, tinha uma visita marcada para subir à torre de Pisa e não me apetecia estar a fugir do planeamento que tinha feito.

Quando estava a planear a viagem disseram-me que Pisa não valia a pena. Pois enganam-se. Pisa vale muito a pena. É uma cidade cheia de “espaço”, luz e cor. Andei à vontade, sem medo e super tranquila. O tempo estava óptimo para meados de Abril e a cidade tem imensa coisa para absorver… Fantástica! A subida à famosa torre é que dispensava (avisaram-me mas mesmo assim quis ir), acho que preferia ter gasto o dinheiro para entrar no Camposanto que me pareceu muito mais interessante. Mas paciência. Haverá talvez outra oportunidade no futuro. Entrei em igrejas, passei por pontes e passeei em jardins. Era tudo muito bonito e encantador. Itália é cheia de arte e estava apenas a começar a minha aventura.

Depois de fazer o check in no hostel fui à procura de outro restaurante para poder jantar. Estive bastante tempo às voltas porque não estava a encontrar a rua que tinha marcado no mapa, e a minha net do telemóvel não estava a funcionar. Depois de algumas “piscinas” consegui encontrar o restaurante. Como era cedo e ainda estava fechado lembrei-me de que havia referência na Happy Cow de uma gelataria com opções veganas  e meti-me à procura na esperança de um “mata bicho”. Adivinhem… Fechada!

Nesse dia houve uma marcha a favor dos direitos dos animais (creio que foi uma iniciativa global já que em Lisboa também houve) que fez com que a rua principal estivesse apinhada de pessoas. Havia também uma feira local onde comprei um sabonete de Marselha, artesanal e biológico, se não estivesse no início da viagem teria comprado mais que um para oferecer.

Finalmente fez-se hora para o restaurante abrir e fui até a primeira cliente a entrar. Il Vegusto é um restaurante espaçoso e acolhedor, com um tom meio chique por assim dizer. Perguntei que pratos 100% vegetais tinham e respondem-me que tudo era de origem vegetal, sem leite e sem queijo. Depois de muito olhar para o menu escolhi algo que me pareceu adequado para experimentar em Itália: um risotto de radichio (couve roxa – não me souberam traduzir e tiveram de me trazer uma couve para eu perceber o que era!). Depois de algum tempo e de me aconchegar com um chá veio o prato. O cheiro era… enjoativo, comer aquilo foi… um suplício, parecia que tinham despejado um pacote inteiro de manteiga ali para dentro. Comi metade de um prato já por si pequeno e nem tive coragem de experimentar sobremesas. Sai de lá completamente desiludida e nauseada. Fiquei a olhar para uma mesa frente à minha, que estava a comer um prato de falafel bastante promissor. Não encontro as fotos do jantar mas acho que não perdi grande coisa. A caminho do hostel parei uns minutos numa praça a ouvir um concerto e já com vontade de me estender e ganhar energias para o dia seguinte, fui ao banho e pus-me a dormir.

Acordei bastante cedo no dia a seguir e depois organizar a minha mochila pus-me a caminho da estação de comboio para ir em direcção a La Spezia e daí começar a visitar a  razão principal que me fez viajar para Itália: Cinque Terre. Pesquisei em alguns sites e a primeira coisa que aconselham é comprar o bilhete de visitante. No site marcava cerca de 7.50 euros e eles na estação de comboio pediram 16, o primeiro apenas para as pessoas poderem ter acesso e percorrer os trilhos e o segundo que incluía viagens de comboio e autocarro. Depois de ficar com o cérebro congelado porque não estava a contar, no meu orçamento, com esse valor, acabei por ceder e dar os 16 euros. Se forem como eu, gostarem e/ou não se importarem de andar, aconselho a comprar o outro bilhete que pode ser adquirido num posto à entrada dos trilhos ou até mesmo numa das  estações de comboio. Tive apenas de apanhar 4 comboios, já que dois dos trilhos estavam fechados e teria gasto menos de 10 euros pelo dia… Enfim, acho que se alguém tiver interesse em lá ir, fica assim informado.

As vilas são qualquer coisa de maravilhoso. Comecei o percurso por Monterrosso al Mare e desci até Riomaggiore. Nem sei descrever, mas foi um dia fantástico! Um dos dias mais bonitos que tive e com uma paisagem tão bela que nem tenho palavras para descrever. O azul do mar, o verde da vegetação, o trilho tão fino que quando vinha alguém no sentido oposto me obrigava a colar à parede, o casal italiano que ia ora à minha frente ora atrás e  não percebia um ponto de inglês, aquele grupo de australianos em tronco nu… As meninas espanholas que pedi para me fotografar mas cujas fotos estão completamente desfocadas ou até o moço que tinha uma máquina parecida à minha e mesmo assim conseguiu desfocar a imagem. Em Vernazza (segunda vila que passei) já era perto da hora de almoço comprei numa mercearia bananas e maçãs que comi no trilho a caminho de Corniglia, num sítio com uma vista brutal. Numa das vilas seguintes, não sei se Manarola ou se já em Riomaggiore, encontrei um cafezinho que vendia croissants vegan com recheio de chocolate.

Terminei o dia não querendo sair dali mesmo apesar do grande cansaço que já tinha nas pernas. Apanhei o comboio até La Spezia e fui procurar um restaurante que tinha marcado no mapa para poder jantar. La Spezia não se mostrou encantador como as vilas onde tinha acabado de estar. Andei às voltas e não encontrei o restaurante. Provavelmente já não existe. Encontrei um supermercado e acabei por improvisar o jantar (que se revelou útil para o almoço do dia seguinte).

Autocarro até ao hostel, banho, comer, preparar o dia seguinte e dormir que às 6h tinha o autocarro de regresso à estação de comboio.

(continua…)

O Natal está a chegar #1 Uma granola para vos presentear! | Christmas is coming #1 A granola to gift

(English version below)

Sim, sim. É verdade. O Natal está a chegar e com ele o super consumismo. Venham presentes cheios de fita cola, papel, plástico e fitinhas. Roupa, bonecos, jogos, bugigangas e aquelas cenas que são para decorar a casa mas que não sabemos onde pôr mais porque nos falta o espaço. Para não falar naquele espectáculo de lixo no dia 25 de manhã nas ruas, porque as pessoas, mesmo sabendo que não há recolha do lixo, insistem em despejar a sua casa. Não vá o papel encher de bicharada a sua linda moradia no espaço de 24h.  *hashtag facepalm

Desde 2015 que resolvi que não ofereço mais coisas fúteis. Prefiro úteis. De preferência consumíveis e que não fiquem a ocupar espaço na casa do presenteado. Claro que não sou perfeita e há sempre uma ou outra pessoa que me sinto na obrigação de comprar qualquer coisa “para ficar de recordação”.  *hasthtag hugefacepalm

Depois de um ano inteiro a recolher, guardar, lavar e esterilizar frascos de leguminosas (obrigada Sónia!) este ano vou, pela terceira vez consecutiva, fazer granola para oferecer. (A todos os que levaram granola com alho em 2015… lamento imenso, mas houve de certeza contaminação! Juro que usei côco! O saco do alho em pó é que estava arrumado na mesma gaveta! Nunca na vida me passaria pôr alho numa granola!)

Em 2015 utilizei esta receita de granola com millet e amêndoas, o ano passado foi uma granola de trigo sarraceno. Este ano apetece-me inventar. Bora lá?

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Granola de alfarroba e cânhamo

Ingredientes:

  • 2 chávenas de aveia
  • 1/2 chávena de sementes de cânhamo
  • 1/2 chávena de amendoins crus
  • 1/8 chávena de farinha de alfarroba
  • 1 colher de chá canela
  • 2 colheres de sopa de óleo de côco
  • 3 colheres de sopa de geleia de arroz
    (se gostar da granola bem doce,
    coloque uma colher de sopa de
    açúcar mascavado ou de côco)

Preparação:

Numa tijela colocar a aveia, as sementes de cânhamo, os amendoins (partidos em pedaços mais pequenos), a alfarroba e a canela. Misturar bem.

Numa panela aquecer o óleo de côco e misturar a geleia de arroz. Assim que o côco tiver derretido misturar ao preparado anterior.

Colocar numa travessa e coloque no forma a 160º entre 30 a 40 minutos. Não esquecer de ir mexendo de 10 em 10 minutos para não queimar.

Deixe arrefecer e coloque em frascos.

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Devido ao cânhamo esta não é uma granola doce como as que estamos acostumados. As sementes dão-lhe um travo forte quase amargo. Sugiro que sirva de topping para purés de fruta, fruta cozida ou iogurtes.

Bom apetite!

BB

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I don’t know since when I started to notice that we buy too much stuff. And christmas time is a season for a huge consumerism. Every year I bought stuff just because… I used to make a list of people that I wanted to give a present too, get my self to the mall and spend a lot of money for things that probably they didn’t like or enjoy.

Since 2015 that I decided to give for Christmas something that doesn’t get strayed at peoples home and do not appeal to consumerism. So, along with other things, I bake.

I did a millet granola for Christmas of 2015 and for Christmas of 2016 I did a buckwheat granola. This year I decided to improvise. Let’s do it!

Carob and hemp granola

Ingredients:

  • 2 cups of oats
  • 1/2 cup of hemp seeds
  • 1/2 cup of raw peanuts
  • 1/8 cup of carob flour
  • 1 tea spoon of cinnamon
  • 2 table spoons of coconut oil
  • 3 table spoons of rice syrup
    (If you are a sugary kind of person just put along with the rice syrup one table spoon of coconut or brown cane sugar)

How to:

In a bowl put the oats, hemp seeds, raw peanuts chopped, the carob and cinnamon. Mix everything.

In a pan heat the oil and mix the rice syrup. As soon as the coconut oil is melted mix to the previous bowl.

Put the granola in a glass dish and bake it for about 30/40 minutes at 160º. Don’t forget to stir every 10 minutes.

Let the granola cool and put it in glass jars.

You can reuse the beans glass jars! 😉

Hope you enjoy!

 

BB

Vegalachas em viagem #1 | Hamburg

(english version not available)

No primeiro fim de semana de Março, a convite de um amigo meu, fui a Hamburg (Alemanha). Foi um fim de semana curto mas deu sem dúvida para aproveitar bastante. Fomos sábado de manhã e voltamos domingo ao final da tarde. De loucos não é?

Chegámos ao final da tarde e depois de termos deixado as nossas coisas no quarto fomos procurar onde pudéssemos jantar.

Graças ao Happy Cow acabamos num restaurante com nome português: Azeitona. O staff foi super simpático, teve imensa paciência e eu comi que nem um alarve! Sério, o falafel era meu e ainda comi metade da sopa do N.

 

 

 

(fotos: 1ª – eu; 2ª/3ª – N.)

Depois aproveitamos a barriga cheia para dar uma volta, ver alguma arquitectura e terminamos ao ir espreitar um túnel que fazia parte de uma lista de coisas a ver por lá.

 

(fotos: onde eu estou, N., restantes: eu)

Na manhã seguinte parámos num dos primeiros cafés que encontrámos e comemos algo rápido para ir palmilhar pelo centro. Depois de uma boa meia hora, finalmente rodarmos o mapa e começarmos a perceber o sentido correcto da coisa acabamos por conseguir ver praticamente tudo o que tínhamos assinalado. Naturalmente que ficou muita coisa para trás, mas demos o nosso melhor.

Chegada a hora de almoço e sendo domingo foi complicado arranjar um sítio para almoçar. Já undercarbed e cansados qual não foi a nossa alegria quando descobrimos um sítio onde pudéssemos encontrar comida 100% vegetal. Quando pousámos as nossas mochilas fui ao balcão perguntar: In your menu, what is vegan? e a senhora responde: EVERYTHING IS VEGAN! Portanto: malta! No Nasch tudo é vegan e a decoração é espectacular. Acreditem, tenho muita pena de não ter fotografado a casa de banho!

 

Tão a ver a minha excitação não estão? Comemos por 4 pessoas! Tenho e preciso de vos dizer que comi o melhor tofu mexido de sempre! Pedimos o pequeno almoço e vinha um cheirinho a… ovo que me deixou admirada! Tentei perceber qual era o segredo mas a senhora: ou não percebeu o meu inglês, não sabia mesmo como se confeccionava ou não quis revelar o condimento que dava ao tofu um sabor tão parecido ao ovo. Calculo que seja um tipo de sal específico mas não tenho a certeza. E no final ainda trouxe 2 bolachas… gigantes… só não trouxe as outras porque estava com vergonha! A conta não foi das mais simpáticas, mas até bastante razoável tendo em conta a quantidade de comida e as bebidas que consumimos. Deixámos a visita a duas igrejas para depois de almoço, já que de manhã, quando passámos por lá, estavam a decorrer os serviços litúrgicos. Chegámos à segunda igreja mesmo a tempo, a senhora que estava a fechar a porta deixou-nos espreitar a igreja e ainda me deu explicações de alguns dos quadros que estavam expostos. No final da tarde descansou-se frente a um lago e fez-se tempo para partir para o aeroporto. Por lá, numa espécie de supermercado, comprou-se pão e um queijo vegan delicioso! (O meu espanto ao encontrar queijo daquele numa loja normalíssima?). Fez-se assim um jantar partilhado com direito a sobremesa e dei a conhecer ao N. um dos queijos mais maravilhosos que já provei! Tão bom que nem teve direito a fotografia ahahah!

 

Uma pessoa chega a casa e fica com vontade de ir novamente para qualquer lado! ❤

Obrigada.

BB

Omelete de grão com Arame | Chickpea omelet with Arame

(english version below)

Mais uma receita que já tem 2 aninhos e que foi publicada no meu antigo blog. Modifiquei um pouco o texto e aqui vai.

Não sei quanto a vocês, mas quando me iniciei nestas coisas de uma alimentação 100% vegetal dei por mim com um novo vício: o de comprar ingredientes novos para experimentar mesmo que não soubesse como cozinhá-los e um deles foi a farinha de grão.

Já não me lembro como fui parar a esta receita, mas experimentei-a de várias maneiras e acabei por partilhar uma sugestão por aqui. Um dia pensei que trocar a farinha de milho pela de grão na tortilla seria capaz de resultar. Experimentei e até ficou delicioso!

Nos finais de 2014 fui ao primeiro workshop dado pela Maria do The Love Food e uma das receitas realizadas era a de uma omolete feita com quê? Tcharan! Farinha de grão! Pensei: “Ah ha! Afinal não estou doidinha!”

Mais tarde, em Fevereiro de 2015 (e durante os meses posteriores) fiz um desafio RT4 (Raw till 4) e esta foi uma das receitas que fiz com mais frequência. A Rita do blog Vegan aos 30 perguntava-me sempre por ela e eu respondia sempre que iria publicar. Mas entretanto surgiram na blogosfera imensas receitas com farinha de grão e eu fiquei sem vontade de a publicar (o tal complexo que teimo em ter e que falei no post anterior). Mas num dos almoços com as girls e com a conversa das algas que estávamos a ter, achei que era apropriado partilhar a minha combinação de omelete do momento.

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OMELETE DE GRÃO COM ARAME

Ingredientes (serve 1 pessoa):

  • 5 colheres de sopa de farinha de grão
  • 6 colheres de sopa de água
  • Algas Arame a gosto
  • 1/4 c. café de pimenta preta moída
  • Cominhos em pó q.b.
  • 1/4 c. café de gengibre em pó
  • 1/4 c. café de curcuma (Açafrão das Índias)
  • 3 colheres de café de sementes de sésamo tostadas

Como fazer:

Colocar a alga a hidratar.
Numa tigela misturar a farinha de grão com a água e mexer muito bem.
De seguida misturar os temperos. Costumo colocar 1/4 de uma colher de café de curcuma, 1/4 c. café de pimenta preta, 1/4 c. café de gengibre e muitos cominhos (gosto mesmo muito de cominhos). Não tenho por hábito colocar sal, mas quem quiser, sinta-se livre! Depois das especiarias estarem bem envolvidas, misture as sementes de sésamo.

Por fim retire as algas da água e misture ao preparado.

Numa frigideira anti aderente deixe cozer cerca de 4 minutos de cada lado.

Et voilá!
Super simples, rápida e deliciosa!

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(this is a recipe that was on my old blog and published at 2015)

Back in 2013, when I started this journey of 100% vegetarian lifestyle, one addiction I had was buying new ingredients to experiment with (even if I had no ideia how to cook them!) and one of them was a bag of chickpea flour.

So, one day, I thought that it was ok to switch the corn flour from this recipe to the chickpea one and it turned out delicious!

Months later I went to a workshop and one of the recipes was a pepper omelet. Can you guess with what? Chickpea flour! I thought to myself: “alright! I’m not that crazy!”.

So, in a RT4 phase that I was going through, this was my favorite and easiest dinner to make.

Arame omelet

Ingredients (serves 1 person):

– 5 table spoons of chickpea flour
– 6 table spoons of water
– Arame algae as you like
– 1/4 coffee spoon of black pepper
– Cumin (powder) – I love it so I put a lot…
– 1/4 coffee spoon of ginger (powder)
– 1/4 coffee spoon of turmeric (powder)
– 3 coffee spoons os toast sesame seeds.

How to:

Hidrate the algae.
In a bowl stir the flour with the water and after mix the spices. I avoid putting the salt if I eat something that was cooked with salt but feel free to use it! After the spices mix the sesame seeds.

Lastly take the algae from the water and add to the mixture.

My pan is anti adherent so I don’t need to put oil in it and I let the omelet cook 4 minutes each side.

Et voilá!
Simple, quick and tasty!