Vegalachas em viagem #2.2 | Génova e Alessandria

(primeira parte da viagem aqui)

Passavam poucos minutos das 5h quando acordei.. tentei fazer o mínimo de barulho ao vestir e ao retirar as minhas coisas do armário. Terminei de arrumar a mochila na zona de refeições, mas considerando o barulho que as companheiras de quarto fizeram quando eu estava a dormir… acho que mereciam que tivesse feito mais! O autocarro chegou por volta das 6h e às 6h30 já estava na estação de comboio pronta para a próxima localidade. O meu próximo destino era Génova e tinham-me dito que era uma zona espectacular, muito bonita e digna de se visitar.

Ao sair da estação fiquei um pouco perdida, não acertei com a rua logo à primeira mas depois de me conseguir orientar, comecei logo a procurar os pontos de interesse e o primeiro foi uma igreja lindíssima, enorme e cheia de pormenores dourados. Fui tentando ver os pontos principais consoante os caminhos sugeridos pelo mapa que encontrei online. Perto de uma das igrejas uma senhora pergunta-me se sou turista ao que respondo positivamente. Ela aponta e insiste que entre no portão ao lado da igreja, que é bonito e que eu tinha de ir ver porque aquilo não está aberto sempre. Fui lá espreitar e verifiquei que era um claustro com um pouco de relva e uma árvore no meio. Estava um grupo de miúdos que provavelmente estavam numa visita de estudo… olharam para mim e eu fiquei por ali à entrada. Não me senti à vontade para me aventurar a entrar e ver o espaço. Não sei se fiquei mais do que 1 minuto, dirigi-me à igreja que, apesar de estar em obras, era também muito bonita e em tons de azul. Continuei o meu caminho sendo já perto da hora de almoço. Decidi ir por um percurso que me encaminhava para o que parecia ser uma área verde. Atravessei um mercado e à saída fui interpelada por um senhor que me pergunta: Turist? Yes. You must see this… e aquilo e mais isto e história! Foi tão engraçado! Pegou-me no braço e levou-me à estrada principal e apontou para longe, mostrou-me onde se situava a torre onde Cristovão Colombro esteve preso “Sabes? Os italianos são um povo burro! Temos tanta história e tanta coisa para mostrar, mas só abrem aquela torre ao domingo! Mas passa por lá! Isto é história! É muito importante! E do outro lado, foi onde ele morou! Vais por aqui (enquanto apontava no mapa) e depois segues por ali. A sério! Vai e vê! Se fores por esta muralha vais encontrar a casa onde ele morou e mais abaixo uma estátua com dupla face e foi aqui que…”.  Tentei mas não consigo perceber os apontamentos que fiz no papel naquela altura. A verdade é que mudei logo a minha rota. Virei caminho e fui directa à torre. Creio que acertei no sítio, por isso, acho que estive à beira da Torre onde Cristovão Colombo esteve preso e perto da casa onde morou. Mas antes parei na praça principal e pus-me a comer o que tinha comprado na noite anterior… Hummus e umas bolachas super picantes! Tão picantes que nem a quantidade enorme de hummus a acompanhar disfarçou.

Depois de ter visto praticamente tudo o que planeava fui à procura do local onde ia dormir. Depois de ter descoberto como os dados do telemóvel funcionavam e de muitas trocas de mensagens, lá consegui pousar a minha mochila para poder dar mais umas voltas e procurar um restaurante para jantar. Logo ao fundo da rua onde estava a pernoitar, havia uma igreja muito bonita, Santa Maria di Castello (ok, já perceberam, Itália tem igrejas lindas!) e fiz a visita guiada gratuita que eles proporcionaram. Tinha muita arte e um espaço verde bastante agradável. Fui até às docas, entrei em mais igrejas e depois perdi-me pelo meio da cidade, nas suas ruas apertadas e escuras. Génova não me impressionou no geral mas foi aqui que finalmente fiz uma refeição decente! Depois de muitas voltas e numa zona um pouco escondida lá consegui encontrar um pouco de luz! O restaurante Jaa Nu’ é um espaço muito acolhedor, com um staff simpático e muito paciente (tive de perguntar sobre tudo o que tinham na montra). É 100% vegan e tudo tinha um aspecto delicioso. Não era barato tenho de confessar. De barriga cheia e muito mais bem disposta fui para a casa de duas meninas estudantes que me receberam muito bem. Convidaram-me para jantar (que declinei) e conversámos enquanto elas jantavam. Não me lembro dos nomes, nem dos cursos.. mas eram duas raparigas bem simpáticas!

 

 

De manhã cedo, muito muito cedo, apanhei o comboio até Alessandria. E só para que saibam, escolhi Alessandria porque ficava a meio caminho entre Génova e Pavia e como o google mostrou imagens bonitas: fui!

Alessandria não tem comparação. Muito mais aberta, mais luminosa. Não sei se vos consigo explicar. Não era nada claustrofóbica comparada com Génova. Assim que sai da estação deparei-me logo com um espaço verde, cada esquina tem uma igreja, umas pequeninas e umas maiores, todas com quadros e esculturas magníficas. Como de costume peguei no mapa e segui um dos muitos caminhos sugeridos de forma a que pudesse ver algumas atracções ao mesmo tempo no sentido do hostel para deixar a mochila e passear mais à vontade pela cidade.
Assim que entrei no centro meti-me por um pequeno parque/espaço verde um pouco abandonado e tive ali uns segundos a suster a respiração para perceber se um tipo vinha atrás de mim ou se estava só a ver-me passar. Caminhei até uma grande catedral (Catedral de S. Pietro) mas quando cheguei estava de portas fechadas talvez porque decorria um serviço litúrgico. Tento perceber o horário e vou ver mais qualquer coisa até serem horas de poder lá entrar. Quando regresso ainda estava a decorrer o serviço, pensei, porque não assistir à missa em italiano? Deve ser interessante! Entrei, benzi-me, sentei-me e vi o padre com umas vestes diferentes, se não me engano roxas, com o incenso na mão a andar à volta de algo. Como era a semana de Páscoa achei que era assim mesmo. De repente o padre continua a dar a volta e…. Barraca! Desvenda-se um caixão. Eu estava num funeral! Creio que fiquei de todas as cores e nem sabia para onde me virar. As portas abriram e entraram uns senhores vestidos a rigor para ir buscar o caixão. Levantei-me e fui esconder-me atrás de uma coluna para ver se ninguém dava por mim. Assim que a cerimônia terminou, dei uma volta rápida, meti a moedinha na caixa, benzi-me e sai dali ainda vermelha de vergonha.

Ao mesmo tempo que visitava a cidade e tentava descobrir a morada de onde iria passar a noite, tentei também perceber onde poderia comer, mas sem grande sucesso. O hostel era um antigo convento e tinha pessoas à entrada que me causaram alguma desconfiança, passei por ali umas três vezes até me aperceber de que era mesmo ali. A recepção estava fechada e um hóspede inglês que estava sentado a ler um livro olha para mim e diz que aquele era um espaço muito simpático e tranquilo para se passar uns dias. O check in só poderia ser feito depois das 15h, acabei por comer o resto das bolachas picantes algures e tentei perceber onde poderia jantar ao mesmo tempo que caminhava pela cidade e via o que me faltava. Tinha marcado no mapa dois restaurantes e duas lojas. Um dos restaurantes era mesmo perto do hostel mas fechou cedo e o outro não tinha aspecto de ser vegetariano (nem sequer de ser um restaurante verdade seja dita). Uma das lojas era apenas de produtos de cosmética e caminhei 1h para conseguir chegar a outra, mesmo mesmo quase na hora de fechar. Comprei o queijo Violife que tantas pessoas falavam nas redes sociais e umas bolachinhas. Depois só me faltava o pão.
Consegui ver tudo o que pretendia e finalmente fez-se tempo de poder fazer o check in. A senhora foi muito simpática e trocámos algumas palavras enquanto ela me mostrava onde é que eu ia dormir. Tinha um quarto enorme só para mim. Pousei as coisas e fui para um sitio chamado Cittadella, que é um forte em forma de estrela transformado num parque. É um local muito bonito e estava muito bom tempo. Dei um passeio, tirei umas fotos, vi um lagarto enorme e fiquei sentada descalça a descansar na relva. Estavam imensas pessoas e crianças. Um casal com um miúdo pequeno e um cão veio para a minha beira. O cão estava a fugir-me com as meias e o miúdo acabou por se meter comigo. Estava a aprender inglês, sabia dizer amarelo mas não quis aprender como dizê-lo em português. Assim que se fez hora pus-me a caminho para ir comprar o pão. Demorei uma eternidade até conseguir um sitio onde pudesse comprar pão. A sério… Percorri a cidade inteira, novamente. Quando finalmente descobri uma padaria entrei e vi uma montra já com pouca oferta. Pedi um pãozinho e a senhora pergunta-me se tenho a certeza, porque aquele pão não tinha sal. Escolhe outro para mim e surpresa… o pão era bastante salgado. Quase intragável! Com o queijo fez uma combinação de que nem me quero lembrar. Que azar.
Deitei-me cedo, preparei o dia seguinte, li um pouco e puff!

Este foi um dia espectacular tirando algum stress que criei desnecessariamente sobre o local onde dormi. Acabei por descobrir no dia seguinte que eles recebiam refugiados numa parte do hostel e faziam a reinserção deles na comunidade. Acho que o facto de viajar sozinha despertou um lado mais desconfiado em mim. Fiz o melhor que pude mas houve alturas que tive mesmo medo.

 

 

(continua…)

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Trocas sustentáveis #1 – Discos desmaquilhantes | Sustainable swaps #1 – Cotton pads

Não sou moça para me andar a maquilhar  com frequência mas confesso que de vez em quando lá vai um rímel, um lápis ou até mesmo uma sombra (a loucura eu sei!).

Depois de ter terminado os discos de algodão e já tendo guardado algumas peças de roupa a pensar neste projecto, pus mãos à obra. Fiz molde a partir de um copo, cortei as rodelas e foi só coser. Não precisa de ficar perfeito, apenas que fique utilizável! Aconselho tecido de algodão e suave, porque é uma zona bastante sensível.

Para quem não tem paciência ou tempo dá sempre para comprar uns discos reutilizáveis, por exemplo no Círculo Bio, na Maria Granel, nos Panos da Vera ou na Rosa Verde.

 

Outra troca mais sustentável que fiz foi relativamente ao desmaquilhante. Em vez de comprar numa loja de cosmética, em pacotes de plástico e cheio de químicos passei a utilizar óleo de côco biológico. Mais saudável para a nossa pele e em frasco de vidro.

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E vocês? Que utilizam?

BB

 

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I’m not that kind of girl that do makeup every day, but sometimes I do some masquera, eyes pencil or, if I’m crazy, some eye shadow.

After I finished the cotton pads and already saved some clothes for this project I decided to do some reusable pads. It’s so simple! I just cut some circles and sew up! It doesn’t need to be perfect! I recommend cotton (soft) fabric because the eyes are very sensitive.

Another swap was about the makeup cleaner… Instead of some cosmetic product in a plastic container, I started to use coconut oil. More healthy for our skin I believe and in a glass jar.

How about you? Any recommendations?

BB

Chocolate quente com um twist |Hot chocolate with a twist

Houve um ano que à sexta feira, depois dos ensaios da banda, ia a um bar em Caneças que tinha o melhor cacau quente que pude beber. Pedia um super e acrescentava um “por favor ponham bastante chocolate porque o sabor e o cheiro a leite dão-me náuseas”. Quando a caneca chegava à mesa e punha a colher naquele líquido, ela ficava de pé de tão espessa que era.

Hoje já não tenho esse problema. O leite já não faz parte da minha vida e tenho outras alternativas, também essas muito saborosas. Apesar de não acrescentar um espessante, a verdade é que este chocolate quente fica com uma textura deliciosa! Não muito espessa, nem muito líquida. Perfeita! Acredito que seja a bebida de amêndoa (feita em casa) que permitiu que assim fosse.

Para lhe dar um toque especial nada como um twist na receita básica!

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Chocolate quente com laranja

Ingredientes:
(serve 1 pessoa)

  • 1 chávena de bebida de amêndoa
  • 2 colheres de sopa de cacau cru
  • 1 colheres de sopa de geleia de arroz (ou 2 caso queira mais doce)
  • 2 cm de vagem de baunilha
  • pau de canela
  • raspas de laranja (1 colher de chá)

Preparação:

Num fervedor colocar a bebida vegetal, a vagem de baunilha e o pau de canela. Depois acrescentar o cacau e a geleia de arroz. Mexer bem e quando o cacau tiver dissolvido colocar raspas de laranja. Deixar levantar fervura e desligar.

Ponha-se no sofá com uma manta e um excelente programa de televisão. Aproveite!

BB

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For quite some time on Fridays night’s, I went to a bar not to far from home and always drink a hot chocolate. So thick that the spoon didn’t move. I requested always a super chocolat with extra chocolat because the taste of cows milk made me sick.

Now I don’t have that issue. There is so many vegetable options. And this recipe, with the almond drink is perfect. Because I don’t need corn starch to make it thick.

Hot Chocolat with a twist

Ingredients:
(serve 1 person)

  • 1 cup of almond drink
  • 2 table spoons of raw cocoa
  • 1 table spoon of rice syrup (or 2 if you want more sweet)
  • 2 cm of vanilla bean
  • cinnamon stick
  • orange zest (1 tea spoon)

How to:

Heat the almond drink, the vanilla and the cinnamon. Then mix the cocoa and the rice syrup. Stir well and when well mixed put the orange zest. Let it boil and serve.

You can always drink it in the couch with a blanket and a great TV show. Enjoy!

BB

 

O Natal está a chegar #3 – Vamos tricotar?

Para quem não está numa de cozinhar podem sempre optar por algo que possa ser útil. Que tal uma aventura nas artes manuais?

Este ano resolvi, logo em Janeiro, fazer golas em tricot para toda a gente. Isso mesmo, tricotei uma série de golas. Encontrei uma linha 100% algodão de origem espanhola e não muito cara. Arranjei um vídeo no Youtube e aos poucos fui fazendo umas malhas até conseguir prendinhas para todos… ou quase todos! Para os que sei que recebem cachecóis ou golas todos os natais optarei por outro caminho.

Não vos vou dizer onde comprei a linha que utilizei porque tenho vergonha e, sinceramente, tive preguiça de tentar encontrar outro sítio. Algumas das linhas são em poliéster mas já as tinha por casa e não ia desperdiçá-las. Mas como quero fazer outras coisas no futuro acabei por fazer uma pesquisa que partilho agora convosco.

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Andar na Linha – tem linhas 100% algodão, outras linhas com mistura de algodão com acrílico e tem também agulhas de bamboo. O preço não é dos mais baixos, mas as cores são muito interessantes!

Limol – tem imensas opções e é portuguesa. Só não tem os preços e nem opção de comprar online. Mas irei entrar em contacto com a empresa e procurar saber até porque também tem algumas linhas muito bonitas.

DMC – para quem costuma bordar ou fazer crochet esta é uma marca francesa bastante conhecida. Tem uma linha natura 100% algodão e uma gama de cores impressionante para linhas 100% algodão.

Rosários4 – empresa portuguesa em Mira D’Aire com uma colecção eco-friendly. Tem linhas 100% algodão, 100% algodão orgânico, 100% algodão reciclado (não é o máximo?), algodão e linho, fibra de milho, e alguns com uma percentagem de bambu. Também têm lã e seda, mas a oferta de linhas de origem 100% vegetal é impressionante, tanto que creio que vou adquirir em breve umas e prometo que partilharei convosco um feedback.

Algures em 2014 comprei umas linhas de algodão orgânico numa loja online de origem portuguesa chamada Tecidos Ecológicos. Como não estou a conseguir abrir o site creio que não exista mais. Se conhecerem outras marcas partilhem nos comentários.

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Quanto ao que fazer as possibilidades são imensas: cachecóis, golas, luvas, gorros, meias, camisolas… Graças ao Youtube existem tutoriais para todos os gostos!

Feliz Natal malta!

BB

O Natal está a chegar #2 Bolinhos para saborear | Christmas is coming #2 Cookie treats

(English version below)

Quem não gosta de comer umas bolachinhas ou até uns bolinhos? Juntamente com a granola ou na vez da granola, costumo fazer umas bolachinhas para oferecer. O ano passado fiz uns biscoitos de azeite que me fazem lembrar a infância e apesar de as ter deixado demasiado tempo no forno e por isso ficado um pouco mais rijas, o feedback acabou por ser positivo.

Antes de passar à receita sinto que devo dizer que, como o nome do meu espaço sugere, a Vegalachas nasceu porque… gosto de bolachas! Sim, exactamente, a fusão é essa mesma. Uma das primeiras bolachinhas que fiz e que comecei a tentar adaptar foram uns bolinhos de côco simples, que encontrei nas receitas do Centro Vegetariano. Depois de não as fazer durante algum tempo (não queria estar a adivinhar mas creio que há dois anos) surge uma nova receita, por assim dizer, como sugestão de uma oferta de Natal. Espero sinceramente que as aprovem!

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Bolinhos de Côco, Laranja e Pepitas de Cacau

Receita adaptada daqui

Ingredientes:

  • 100 gr de farinha de espelta integral
  • 50 gr de côco ralado
  • 40 gr de óleo de côco
  • 40 gr de açúcar mascavado
  • 30 gr de pepitas de cacau exótico
  • raspa de uma laranja pequena
  • sumo de meia laranja

Preparação:

Numa taça colocar a farinha, o côco, o açúcar, a raspa de laranja e as pepita de cacau. Misturar.

Numa panela derreter o óleo de côco e misturar ao preparado anterior e envolver. Irá notar que fica uma massa solta, por isso, aos poucos, junte o sumo de laranja até achar que a massa fica um pouco mais consistente.

Moldar em pequenas bolachas e levar ao forno, a 160º por 25 minutos (dependendo do forno).

Saliento que as pepitas de cacau que utilizei nesta receita têm um sabor mais forte (ou amargo), mas eu para além de estar habituada gosto muito do sabor. Por isso pode sempre utilizar umas comuns, de preferência 100% vegetal.

Depois é só colocar num frasco, decorar e oferecer!

BB

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The title of my blog is a fusion between the word “bolachas”, that means cookies, and vegan. That’s right, because I’m a cookie monster. So, I think it’s no surprise to the ones that know me, to share a cookie recipe.

Along with the granola I give some cookies too. Last year I baked one kind that reminds me of my childhood, and this year I adapted from the first vegan cookies that I ever made.

Coconut, orange and cocoa chips

Ingredients:

  • 100 gr of whole spelt flour
  • 50 gr of shredded coconut
  • 40 gr of coconut oil
  • 40 gr of brown sugar
  • 30 gr of raw cacao chips
  • zest from a small orange
  • juice of half orange

How to:

In a bowl put the flour, shredded coconut, sugar, orange zest, cacao chips and mix.

In a pan melt the coconut oil and when ready stir with the previous ingredients. You will note that the mixture is a little loose (I don’t know another way to say it), so, mix slowly the orange juice until is has the right consistency.

Mold the dough into cookie shape (or the shape you want) and bake it for about 25 minutes at 160º. The time depending on the oven. If you let it bake too much time, the cookies will be hard to eat (but delicious anyway!).

Let me say that this kind of cacao chips have a peculiar taste, so, if you want a more familiar or light taste, change to chocolate chips, 100% plant based of course.

Then just put the cookies in glass jars with a ribbon on it. And there you go, delicious christmas presents on offer.

BB

 

Vegalachas em viagem #2.1 | Pisa e Cinque Terre

(English version not available)

Numa lista com um título que seria qualquer coisa como  “Os 25 locais que parecem saídos de um conto de fadas” aparecia o nome desta localidade italiana: Cinque Terre. Dei por mim então no início de Janeiro (ou terá sido em Dezembro?) a comprar um bilhete de avião para um dos aeroportos mais perto do local: Pisa. O local para o regresso acabou por ser escolhido pelo preço mais barato que consegui encontrar e decidi ficar uma semana inteira em Itália, os primeiros dias a solo e os últimos com o meu amigo N. O percurso foi escolhido um pouco ao calhas: sabia onde começava e sabia onde acabava, por isso fui apenas escolhendo cidades pelo meio que pudessem ser interessantes (obrigada google maps!)

Nervosa, com mochila às costas e de máquina fotográfica, apanhei o avião para Pisa. Cheguei à hora de almoço e meti-me no comboio para o centro. Assim que cheguei tirei o mapa que tinha já algumas sugestões de percursos para poder ver o top 10 de Pisa. Decidi seguir um dos que era mais directo para o restaurante que planeava almoçar. Surpresa, nesse dia estava fechado! Acabei por não almoçar sequer, tinha uma visita marcada para subir à torre de Pisa e não me apetecia estar a fugir do planeamento que tinha feito.

Quando estava a planear a viagem disseram-me que Pisa não valia a pena. Pois enganam-se. Pisa vale muito a pena. É uma cidade cheia de “espaço”, luz e cor. Andei à vontade, sem medo e super tranquila. O tempo estava óptimo para meados de Abril e a cidade tem imensa coisa para absorver… Fantástica! A subida à famosa torre é que dispensava (avisaram-me mas mesmo assim quis ir), acho que preferia ter gasto o dinheiro para entrar no Camposanto que me pareceu muito mais interessante. Mas paciência. Haverá talvez outra oportunidade no futuro. Entrei em igrejas, passei por pontes e passeei em jardins. Era tudo muito bonito e encantador. Itália é cheia de arte e estava apenas a começar a minha aventura.

Depois de fazer o check in no hostel fui à procura de outro restaurante para poder jantar. Estive bastante tempo às voltas porque não estava a encontrar a rua que tinha marcado no mapa, e a minha net do telemóvel não estava a funcionar. Depois de algumas “piscinas” consegui encontrar o restaurante. Como era cedo e ainda estava fechado lembrei-me de que havia referência na Happy Cow de uma gelataria com opções veganas  e meti-me à procura na esperança de um “mata bicho”. Adivinhem… Fechada!

Nesse dia houve uma marcha a favor dos direitos dos animais (creio que foi uma iniciativa global já que em Lisboa também houve) que fez com que a rua principal estivesse apinhada de pessoas. Havia também uma feira local onde comprei um sabonete de Marselha, artesanal e biológico, se não estivesse no início da viagem teria comprado mais que um para oferecer.

Finalmente fez-se hora para o restaurante abrir e fui até a primeira cliente a entrar. Il Vegusto é um restaurante espaçoso e acolhedor, com um tom meio chique por assim dizer. Perguntei que pratos 100% vegetais tinham e respondem-me que tudo era de origem vegetal, sem leite e sem queijo. Depois de muito olhar para o menu escolhi algo que me pareceu adequado para experimentar em Itália: um risotto de radichio (couve roxa – não me souberam traduzir e tiveram de me trazer uma couve para eu perceber o que era!). Depois de algum tempo e de me aconchegar com um chá veio o prato. O cheiro era… enjoativo, comer aquilo foi… um suplício, parecia que tinham despejado um pacote inteiro de manteiga ali para dentro. Comi metade de um prato já por si pequeno e nem tive coragem de experimentar sobremesas. Sai de lá completamente desiludida e nauseada. Fiquei a olhar para uma mesa frente à minha, que estava a comer um prato de falafel bastante promissor. Não encontro as fotos do jantar mas acho que não perdi grande coisa. A caminho do hostel parei uns minutos numa praça a ouvir um concerto e já com vontade de me estender e ganhar energias para o dia seguinte, fui ao banho e pus-me a dormir.

Acordei bastante cedo no dia a seguir e depois organizar a minha mochila pus-me a caminho da estação de comboio para ir em direcção a La Spezia e daí começar a visitar a  razão principal que me fez viajar para Itália: Cinque Terre. Pesquisei em alguns sites e a primeira coisa que aconselham é comprar o bilhete de visitante. No site marcava cerca de 7.50 euros e eles na estação de comboio pediram 16, o primeiro apenas para as pessoas poderem ter acesso e percorrer os trilhos e o segundo que incluía viagens de comboio e autocarro. Depois de ficar com o cérebro congelado porque não estava a contar, no meu orçamento, com esse valor, acabei por ceder e dar os 16 euros. Se forem como eu, gostarem e/ou não se importarem de andar, aconselho a comprar o outro bilhete que pode ser adquirido num posto à entrada dos trilhos ou até mesmo numa das  estações de comboio. Tive apenas de apanhar 4 comboios, já que dois dos trilhos estavam fechados e teria gasto menos de 10 euros pelo dia… Enfim, acho que se alguém tiver interesse em lá ir, fica assim informado.

As vilas são qualquer coisa de maravilhoso. Comecei o percurso por Monterrosso al Mare e desci até Riomaggiore. Nem sei descrever, mas foi um dia fantástico! Um dos dias mais bonitos que tive e com uma paisagem tão bela que nem tenho palavras para descrever. O azul do mar, o verde da vegetação, o trilho tão fino que quando vinha alguém no sentido oposto me obrigava a colar à parede, o casal italiano que ia ora à minha frente ora atrás e  não percebia um ponto de inglês, aquele grupo de australianos em tronco nu… As meninas espanholas que pedi para me fotografar mas cujas fotos estão completamente desfocadas ou até o moço que tinha uma máquina parecida à minha e mesmo assim conseguiu desfocar a imagem. Em Vernazza (segunda vila que passei) já era perto da hora de almoço comprei numa mercearia bananas e maçãs que comi no trilho a caminho de Corniglia, num sítio com uma vista brutal. Numa das vilas seguintes, não sei se Manarola ou se já em Riomaggiore, encontrei um cafezinho que vendia croissants vegan com recheio de chocolate.

Terminei o dia não querendo sair dali mesmo apesar do grande cansaço que já tinha nas pernas. Apanhei o comboio até La Spezia e fui procurar um restaurante que tinha marcado no mapa para poder jantar. La Spezia não se mostrou encantador como as vilas onde tinha acabado de estar. Andei às voltas e não encontrei o restaurante. Provavelmente já não existe. Encontrei um supermercado e acabei por improvisar o jantar (que se revelou útil para o almoço do dia seguinte).

Autocarro até ao hostel, banho, comer, preparar o dia seguinte e dormir que às 6h tinha o autocarro de regresso à estação de comboio.

(continua…)

O Natal está a chegar #1 Uma granola para vos presentear! | Christmas is coming #1 A granola to gift

(English version below)

Sim, sim. É verdade. O Natal está a chegar e com ele o super consumismo. Venham presentes cheios de fita cola, papel, plástico e fitinhas. Roupa, bonecos, jogos, bugigangas e aquelas cenas que são para decorar a casa mas que não sabemos onde pôr mais porque nos falta o espaço. Para não falar naquele espectáculo de lixo no dia 25 de manhã nas ruas, porque as pessoas, mesmo sabendo que não há recolha do lixo, insistem em despejar a sua casa. Não vá o papel encher de bicharada a sua linda moradia no espaço de 24h.  *hashtag facepalm

Desde 2015 que resolvi que não ofereço mais coisas fúteis. Prefiro úteis. De preferência consumíveis e que não fiquem a ocupar espaço na casa do presenteado. Claro que não sou perfeita e há sempre uma ou outra pessoa que me sinto na obrigação de comprar qualquer coisa “para ficar de recordação”.  *hasthtag hugefacepalm

Depois de um ano inteiro a recolher, guardar, lavar e esterilizar frascos de leguminosas (obrigada Sónia!) este ano vou, pela terceira vez consecutiva, fazer granola para oferecer. (A todos os que levaram granola com alho em 2015… lamento imenso, mas houve de certeza contaminação! Juro que usei côco! O saco do alho em pó é que estava arrumado na mesma gaveta! Nunca na vida me passaria pôr alho numa granola!)

Em 2015 utilizei esta receita de granola com millet e amêndoas, o ano passado foi uma granola de trigo sarraceno. Este ano apetece-me inventar. Bora lá?

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Granola de alfarroba e cânhamo

Ingredientes:

  • 2 chávenas de aveia
  • 1/2 chávena de sementes de cânhamo
  • 1/2 chávena de amendoins crus
  • 1/8 chávena de farinha de alfarroba
  • 1 colher de chá canela
  • 2 colheres de sopa de óleo de côco
  • 3 colheres de sopa de geleia de arroz
    (se gostar da granola bem doce,
    coloque uma colher de sopa de
    açúcar mascavado ou de côco)

Preparação:

Numa tijela colocar a aveia, as sementes de cânhamo, os amendoins (partidos em pedaços mais pequenos), a alfarroba e a canela. Misturar bem.

Numa panela aquecer o óleo de côco e misturar a geleia de arroz. Assim que o côco tiver derretido misturar ao preparado anterior.

Colocar numa travessa e coloque no forma a 160º entre 30 a 40 minutos. Não esquecer de ir mexendo de 10 em 10 minutos para não queimar.

Deixe arrefecer e coloque em frascos.

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Devido ao cânhamo esta não é uma granola doce como as que estamos acostumados. As sementes dão-lhe um travo forte quase amargo. Sugiro que sirva de topping para purés de fruta, fruta cozida ou iogurtes.

Bom apetite!

BB

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I don’t know since when I started to notice that we buy too much stuff. And christmas time is a season for a huge consumerism. Every year I bought stuff just because… I used to make a list of people that I wanted to give a present too, get my self to the mall and spend a lot of money for things that probably they didn’t like or enjoy.

Since 2015 that I decided to give for Christmas something that doesn’t get strayed at peoples home and do not appeal to consumerism. So, along with other things, I bake.

I did a millet granola for Christmas of 2015 and for Christmas of 2016 I did a buckwheat granola. This year I decided to improvise. Let’s do it!

Carob and hemp granola

Ingredients:

  • 2 cups of oats
  • 1/2 cup of hemp seeds
  • 1/2 cup of raw peanuts
  • 1/8 cup of carob flour
  • 1 tea spoon of cinnamon
  • 2 table spoons of coconut oil
  • 3 table spoons of rice syrup
    (If you are a sugary kind of person just put along with the rice syrup one table spoon of coconut or brown cane sugar)

How to:

In a bowl put the oats, hemp seeds, raw peanuts chopped, the carob and cinnamon. Mix everything.

In a pan heat the oil and mix the rice syrup. As soon as the coconut oil is melted mix to the previous bowl.

Put the granola in a glass dish and bake it for about 30/40 minutes at 160º. Don’t forget to stir every 10 minutes.

Let the granola cool and put it in glass jars.

You can reuse the beans glass jars! 😉

Hope you enjoy!

 

BB