O Natal está a chegar #2 Bolinhos para saborear | Christmas is coming #2 Cookie treats

(English version below)

Quem não gosta de comer umas bolachinhas ou até uns bolinhos? Juntamente com a granola ou na vez da granola, costumo fazer umas bolachinhas para oferecer. O ano passado fiz uns biscoitos de azeite que me fazem lembrar a infância e apesar de as ter deixado demasiado tempo no forno e por isso ficado um pouco mais rijas, o feedback acabou por ser positivo.

Antes de passar à receita sinto que devo dizer que, como o nome do meu espaço sugere, a Vegalachas nasceu porque… gosto de bolachas! Sim, exactamente, a fusão é essa mesma. Uma das primeiras bolachinhas que fiz e que comecei a tentar adaptar foram uns bolinhos de côco simples, que encontrei nas receitas do Centro Vegetariano. Depois de não as fazer durante algum tempo (não queria estar a adivinhar mas creio que há dois anos) surge uma nova receita, por assim dizer, como sugestão de uma oferta de Natal. Espero sinceramente que as aprovem!

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Bolinhos de Côco, Laranja e Pepitas de Cacau

Receita adaptada daqui

Ingredientes:

  • 100 gr de farinha de espelta integral
  • 50 gr de côco ralado
  • 40 gr de óleo de côco
  • 40 gr de açúcar mascavado
  • 30 gr de pepitas de cacau exótico
  • raspa de uma laranja pequena
  • sumo de meia laranja

Preparação:

Numa taça colocar a farinha, o côco, o açúcar, a raspa de laranja e as pepita de cacau. Misturar.

Numa panela derreter o óleo de côco e misturar ao preparado anterior e envolver. Irá notar que fica uma massa solta, por isso, aos poucos, junte o sumo de laranja até achar que a massa fica um pouco mais consistente.

Moldar em pequenas bolachas e levar ao forno, a 160º por 25 minutos (dependendo do forno).

Saliento que as pepitas de cacau que utilizei nesta receita têm um sabor mais forte (ou amargo), mas eu para além de estar habituada gosto muito do sabor. Por isso pode sempre utilizar umas comuns, de preferência 100% vegetal.

Depois é só colocar num frasco, decorar e oferecer!

BB

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The title of my blog is a fusion between the word “bolachas”, that means cookies, and vegan. That’s right, because I’m a cookie monster. So, I think it’s no surprise to the ones that know me, to share a cookie recipe.

Along with the granola I give some cookies too. Last year I baked one kind that reminds me of my childhood, and this year I adapted from the first vegan cookies that I ever made.

Coconut, orange and cocoa chips

Ingredients:

  • 100 gr of whole spelt flour
  • 50 gr of shredded coconut
  • 40 gr of coconut oil
  • 40 gr of brown sugar
  • 30 gr of raw cacao chips
  • zest from a small orange
  • juice of half orange

How to:

In a bowl put the flour, shredded coconut, sugar, orange zest, cacao chips and mix.

In a pan melt the coconut oil and when ready stir with the previous ingredients. You will note that the mixture is a little loose (I don’t know another way to say it), so, mix slowly the orange juice until is has the right consistency.

Mold the dough into cookie shape (or the shape you want) and bake it for about 25 minutes at 160º. The time depending on the oven. If you let it bake too much time, the cookies will be hard to eat (but delicious anyway!).

Let me say that this kind of cacao chips have a peculiar taste, so, if you want a more familiar or light taste, change to chocolate chips, 100% plant based of course.

Then just put the cookies in glass jars with a ribbon on it. And there you go, delicious christmas presents on offer.

BB

 

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Vegalachas em viagem #2.1 | Pisa e Cinque Terre

(English version not available)

Numa lista com um título que seria qualquer coisa como  “Os 25 locais que parecem saídos de um conto de fadas” aparecia o nome desta localidade italiana: Cinque Terre. Dei por mim então no início de Janeiro (ou terá sido em Dezembro?) a comprar um bilhete de avião para um dos aeroportos mais perto do local: Pisa. O local para o regresso acabou por ser escolhido pelo preço mais barato que consegui encontrar e decidi ficar uma semana inteira em Itália, os primeiros dias a solo e os últimos com o meu amigo N. O percurso foi escolhido um pouco ao calhas: sabia onde começava e sabia onde acabava, por isso fui apenas escolhendo cidades pelo meio que pudessem ser interessantes (obrigada google maps!)

Nervosa, com mochila às costas e de máquina fotográfica, apanhei o avião para Pisa. Cheguei à hora de almoço e meti-me no comboio para o centro. Assim que cheguei tirei o mapa que tinha já algumas sugestões de percursos para poder ver o top 10 de Pisa. Decidi seguir um dos que era mais directo para o restaurante que planeava almoçar. Surpresa, nesse dia estava fechado! Acabei por não almoçar sequer, tinha uma visita marcada para subir à torre de Pisa e não me apetecia estar a fugir do planeamento que tinha feito.

Quando estava a planear a viagem disseram-me que Pisa não valia a pena. Pois enganam-se. Pisa vale muito a pena. É uma cidade cheia de “espaço”, luz e cor. Andei à vontade, sem medo e super tranquila. O tempo estava óptimo para meados de Abril e a cidade tem imensa coisa para absorver… Fantástica! A subida à famosa torre é que dispensava (avisaram-me mas mesmo assim quis ir), acho que preferia ter gasto o dinheiro para entrar no Camposanto que me pareceu muito mais interessante. Mas paciência. Haverá talvez outra oportunidade no futuro. Entrei em igrejas, passei por pontes e passeei em jardins. Era tudo muito bonito e encantador. Itália é cheia de arte e estava apenas a começar a minha aventura.

Depois de fazer o check in no hostel fui à procura de outro restaurante para poder jantar. Estive bastante tempo às voltas porque não estava a encontrar a rua que tinha marcado no mapa, e a minha net do telemóvel não estava a funcionar. Depois de algumas “piscinas” consegui encontrar o restaurante. Como era cedo e ainda estava fechado lembrei-me de que havia referência na Happy Cow de uma gelataria com opções veganas  e meti-me à procura na esperança de um “mata bicho”. Adivinhem… Fechada!

Nesse dia houve uma marcha a favor dos direitos dos animais (creio que foi uma iniciativa global já que em Lisboa também houve) que fez com que a rua principal estivesse apinhada de pessoas. Havia também uma feira local onde comprei um sabonete de Marselha, artesanal e biológico, se não estivesse no início da viagem teria comprado mais que um para oferecer.

Finalmente fez-se hora para o restaurante abrir e fui até a primeira cliente a entrar. Il Vegusto é um restaurante espaçoso e acolhedor, com um tom meio chique por assim dizer. Perguntei que pratos 100% vegetais tinham e respondem-me que tudo era de origem vegetal, sem leite e sem queijo. Depois de muito olhar para o menu escolhi algo que me pareceu adequado para experimentar em Itália: um risotto de radichio (couve roxa – não me souberam traduzir e tiveram de me trazer uma couve para eu perceber o que era!). Depois de algum tempo e de me aconchegar com um chá veio o prato. O cheiro era… enjoativo, comer aquilo foi… um suplício, parecia que tinham despejado um pacote inteiro de manteiga ali para dentro. Comi metade de um prato já por si pequeno e nem tive coragem de experimentar sobremesas. Sai de lá completamente desiludida e nauseada. Fiquei a olhar para uma mesa frente à minha, que estava a comer um prato de falafel bastante promissor. Não encontro as fotos do jantar mas acho que não perdi grande coisa. A caminho do hostel parei uns minutos numa praça a ouvir um concerto e já com vontade de me estender e ganhar energias para o dia seguinte, fui ao banho e pus-me a dormir.

Acordei bastante cedo no dia a seguir e depois organizar a minha mochila pus-me a caminho da estação de comboio para ir em direcção a La Spezia e daí começar a visitar a  razão principal que me fez viajar para Itália: Cinque Terre. Pesquisei em alguns sites e a primeira coisa que aconselham é comprar o bilhete de visitante. No site marcava cerca de 7.50 euros e eles na estação de comboio pediram 16, o primeiro apenas para as pessoas poderem ter acesso e percorrer os trilhos e o segundo que incluía viagens de comboio e autocarro. Depois de ficar com o cérebro congelado porque não estava a contar, no meu orçamento, com esse valor, acabei por ceder e dar os 16 euros. Se forem como eu, gostarem e/ou não se importarem de andar, aconselho a comprar o outro bilhete que pode ser adquirido num posto à entrada dos trilhos ou até mesmo numa das  estações de comboio. Tive apenas de apanhar 4 comboios, já que dois dos trilhos estavam fechados e teria gasto menos de 10 euros pelo dia… Enfim, acho que se alguém tiver interesse em lá ir, fica assim informado.

As vilas são qualquer coisa de maravilhoso. Comecei o percurso por Monterrosso al Mare e desci até Riomaggiore. Nem sei descrever, mas foi um dia fantástico! Um dos dias mais bonitos que tive e com uma paisagem tão bela que nem tenho palavras para descrever. O azul do mar, o verde da vegetação, o trilho tão fino que quando vinha alguém no sentido oposto me obrigava a colar à parede, o casal italiano que ia ora à minha frente ora atrás e  não percebia um ponto de inglês, aquele grupo de australianos em tronco nu… As meninas espanholas que pedi para me fotografar mas cujas fotos estão completamente desfocadas ou até o moço que tinha uma máquina parecida à minha e mesmo assim conseguiu desfocar a imagem. Em Vernazza (segunda vila que passei) já era perto da hora de almoço comprei numa mercearia bananas e maçãs que comi no trilho a caminho de Corniglia, num sítio com uma vista brutal. Numa das vilas seguintes, não sei se Manarola ou se já em Riomaggiore, encontrei um cafezinho que vendia croissants vegan com recheio de chocolate.

Terminei o dia não querendo sair dali mesmo apesar do grande cansaço que já tinha nas pernas. Apanhei o comboio até La Spezia e fui procurar um restaurante que tinha marcado no mapa para poder jantar. La Spezia não se mostrou encantador como as vilas onde tinha acabado de estar. Andei às voltas e não encontrei o restaurante. Provavelmente já não existe. Encontrei um supermercado e acabei por improvisar o jantar (que se revelou útil para o almoço do dia seguinte).

Autocarro até ao hostel, banho, comer, preparar o dia seguinte e dormir que às 6h tinha o autocarro de regresso à estação de comboio.

(continua…)

O Natal está a chegar #1 Uma granola para vos presentear! | Christmas is coming #1 A granola to gift

(English version below)

Sim, sim. É verdade. O Natal está a chegar e com ele o super consumismo. Venham presentes cheios de fita cola, papel, plástico e fitinhas. Roupa, bonecos, jogos, bugigangas e aquelas cenas que são para decorar a casa mas que não sabemos onde pôr mais porque nos falta o espaço. Para não falar naquele espectáculo de lixo no dia 25 de manhã nas ruas, porque as pessoas, mesmo sabendo que não há recolha do lixo, insistem em despejar a sua casa. Não vá o papel encher de bicharada a sua linda moradia no espaço de 24h.  *hashtag facepalm

Desde 2015 que resolvi que não ofereço mais coisas fúteis. Prefiro úteis. De preferência consumíveis e que não fiquem a ocupar espaço na casa do presenteado. Claro que não sou perfeita e há sempre uma ou outra pessoa que me sinto na obrigação de comprar qualquer coisa “para ficar de recordação”.  *hasthtag hugefacepalm

Depois de um ano inteiro a recolher, guardar, lavar e esterilizar frascos de leguminosas (obrigada Sónia!) este ano vou, pela terceira vez consecutiva, fazer granola para oferecer. (A todos os que levaram granola com alho em 2015… lamento imenso, mas houve de certeza contaminação! Juro que usei côco! O saco do alho em pó é que estava arrumado na mesma gaveta! Nunca na vida me passaria pôr alho numa granola!)

Em 2015 utilizei esta receita de granola com millet e amêndoas, o ano passado foi uma granola de trigo sarraceno. Este ano apetece-me inventar. Bora lá?

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Granola de alfarroba e cânhamo

Ingredientes:

  • 2 chávenas de aveia
  • 1/2 chávena de sementes de cânhamo
  • 1/2 chávena de amendoins crus
  • 1/8 chávena de farinha de alfarroba
  • 1 colher de chá canela
  • 2 colheres de sopa de óleo de côco
  • 3 colheres de sopa de geleia de arroz
    (se gostar da granola bem doce,
    coloque uma colher de sopa de
    açúcar mascavado ou de côco)

Preparação:

Numa tijela colocar a aveia, as sementes de cânhamo, os amendoins (partidos em pedaços mais pequenos), a alfarroba e a canela. Misturar bem.

Numa panela aquecer o óleo de côco e misturar a geleia de arroz. Assim que o côco tiver derretido misturar ao preparado anterior.

Colocar numa travessa e coloque no forma a 160º entre 30 a 40 minutos. Não esquecer de ir mexendo de 10 em 10 minutos para não queimar.

Deixe arrefecer e coloque em frascos.

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Devido ao cânhamo esta não é uma granola doce como as que estamos acostumados. As sementes dão-lhe um travo forte quase amargo. Sugiro que sirva de topping para purés de fruta, fruta cozida ou iogurtes.

Bom apetite!

BB

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I don’t know since when I started to notice that we buy too much stuff. And christmas time is a season for a huge consumerism. Every year I bought stuff just because… I used to make a list of people that I wanted to give a present too, get my self to the mall and spend a lot of money for things that probably they didn’t like or enjoy.

Since 2015 that I decided to give for Christmas something that doesn’t get strayed at peoples home and do not appeal to consumerism. So, along with other things, I bake.

I did a millet granola for Christmas of 2015 and for Christmas of 2016 I did a buckwheat granola. This year I decided to improvise. Let’s do it!

Carob and hemp granola

Ingredients:

  • 2 cups of oats
  • 1/2 cup of hemp seeds
  • 1/2 cup of raw peanuts
  • 1/8 cup of carob flour
  • 1 tea spoon of cinnamon
  • 2 table spoons of coconut oil
  • 3 table spoons of rice syrup
    (If you are a sugary kind of person just put along with the rice syrup one table spoon of coconut or brown cane sugar)

How to:

In a bowl put the oats, hemp seeds, raw peanuts chopped, the carob and cinnamon. Mix everything.

In a pan heat the oil and mix the rice syrup. As soon as the coconut oil is melted mix to the previous bowl.

Put the granola in a glass dish and bake it for about 30/40 minutes at 160º. Don’t forget to stir every 10 minutes.

Let the granola cool and put it in glass jars.

You can reuse the beans glass jars! 😉

Hope you enjoy!

 

BB

Vegalachas em viagem #1 | Hamburg

(english version not available)

No primeiro fim de semana de Março, a convite de um amigo meu, fui a Hamburg (Alemanha). Foi um fim de semana curto mas deu sem dúvida para aproveitar bastante. Fomos sábado de manhã e voltamos domingo ao final da tarde. De loucos não é?

Chegámos ao final da tarde e depois de termos deixado as nossas coisas no quarto fomos procurar onde pudéssemos jantar.

Graças ao Happy Cow acabamos num restaurante com nome português: Azeitona. O staff foi super simpático, teve imensa paciência e eu comi que nem um alarve! Sério, o falafel era meu e ainda comi metade da sopa do N.

 

 

 

(fotos: 1ª – eu; 2ª/3ª – N.)

Depois aproveitamos a barriga cheia para dar uma volta, ver alguma arquitectura e terminamos ao ir espreitar um túnel que fazia parte de uma lista de coisas a ver por lá.

 

(fotos: onde eu estou, N., restantes: eu)

Na manhã seguinte parámos num dos primeiros cafés que encontrámos e comemos algo rápido para ir palmilhar pelo centro. Depois de uma boa meia hora, finalmente rodarmos o mapa e começarmos a perceber o sentido correcto da coisa acabamos por conseguir ver praticamente tudo o que tínhamos assinalado. Naturalmente que ficou muita coisa para trás, mas demos o nosso melhor.

Chegada a hora de almoço e sendo domingo foi complicado arranjar um sítio para almoçar. Já undercarbed e cansados qual não foi a nossa alegria quando descobrimos um sítio onde pudéssemos encontrar comida 100% vegetal. Quando pousámos as nossas mochilas fui ao balcão perguntar: In your menu, what is vegan? e a senhora responde: EVERYTHING IS VEGAN! Portanto: malta! No Nasch tudo é vegan e a decoração é espectacular. Acreditem, tenho muita pena de não ter fotografado a casa de banho!

 

Tão a ver a minha excitação não estão? Comemos por 4 pessoas! Tenho e preciso de vos dizer que comi o melhor tofu mexido de sempre! Pedimos o pequeno almoço e vinha um cheirinho a… ovo que me deixou admirada! Tentei perceber qual era o segredo mas a senhora: ou não percebeu o meu inglês, não sabia mesmo como se confeccionava ou não quis revelar o condimento que dava ao tofu um sabor tão parecido ao ovo. Calculo que seja um tipo de sal específico mas não tenho a certeza. E no final ainda trouxe 2 bolachas… gigantes… só não trouxe as outras porque estava com vergonha! A conta não foi das mais simpáticas, mas até bastante razoável tendo em conta a quantidade de comida e as bebidas que consumimos. Deixámos a visita a duas igrejas para depois de almoço, já que de manhã, quando passámos por lá, estavam a decorrer os serviços litúrgicos. Chegámos à segunda igreja mesmo a tempo, a senhora que estava a fechar a porta deixou-nos espreitar a igreja e ainda me deu explicações de alguns dos quadros que estavam expostos. No final da tarde descansou-se frente a um lago e fez-se tempo para partir para o aeroporto. Por lá, numa espécie de supermercado, comprou-se pão e um queijo vegan delicioso! (O meu espanto ao encontrar queijo daquele numa loja normalíssima?). Fez-se assim um jantar partilhado com direito a sobremesa e dei a conhecer ao N. um dos queijos mais maravilhosos que já provei! Tão bom que nem teve direito a fotografia ahahah!

 

Uma pessoa chega a casa e fica com vontade de ir novamente para qualquer lado! ❤

Obrigada.

BB

Omelete de grão com Arame | Chickpea omelet with Arame

(english version below)

Mais uma receita que já tem 2 aninhos e que foi publicada no meu antigo blog. Modifiquei um pouco o texto e aqui vai.

Não sei quanto a vocês, mas quando me iniciei nestas coisas de uma alimentação 100% vegetal dei por mim com um novo vício: o de comprar ingredientes novos para experimentar mesmo que não soubesse como cozinhá-los e um deles foi a farinha de grão.

Já não me lembro como fui parar a esta receita, mas experimentei-a de várias maneiras e acabei por partilhar uma sugestão por aqui. Um dia pensei que trocar a farinha de milho pela de grão na tortilla seria capaz de resultar. Experimentei e até ficou delicioso!

Nos finais de 2014 fui ao primeiro workshop dado pela Maria do The Love Food e uma das receitas realizadas era a de uma omolete feita com quê? Tcharan! Farinha de grão! Pensei: “Ah ha! Afinal não estou doidinha!”

Mais tarde, em Fevereiro de 2015 (e durante os meses posteriores) fiz um desafio RT4 (Raw till 4) e esta foi uma das receitas que fiz com mais frequência. A Rita do blog Vegan aos 30 perguntava-me sempre por ela e eu respondia sempre que iria publicar. Mas entretanto surgiram na blogosfera imensas receitas com farinha de grão e eu fiquei sem vontade de a publicar (o tal complexo que teimo em ter e que falei no post anterior). Mas num dos almoços com as girls e com a conversa das algas que estávamos a ter, achei que era apropriado partilhar a minha combinação de omelete do momento.

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OMELETE DE GRÃO COM ARAME

Ingredientes (serve 1 pessoa):

  • 5 colheres de sopa de farinha de grão
  • 6 colheres de sopa de água
  • Algas Arame a gosto
  • 1/4 c. café de pimenta preta moída
  • Cominhos em pó q.b.
  • 1/4 c. café de gengibre em pó
  • 1/4 c. café de curcuma (Açafrão das Índias)
  • 3 colheres de café de sementes de sésamo tostadas

Como fazer:

Colocar a alga a hidratar.
Numa tigela misturar a farinha de grão com a água e mexer muito bem.
De seguida misturar os temperos. Costumo colocar 1/4 de uma colher de café de curcuma, 1/4 c. café de pimenta preta, 1/4 c. café de gengibre e muitos cominhos (gosto mesmo muito de cominhos). Não tenho por hábito colocar sal, mas quem quiser, sinta-se livre! Depois das especiarias estarem bem envolvidas, misture as sementes de sésamo.

Por fim retire as algas da água e misture ao preparado.

Numa frigideira anti aderente deixe cozer cerca de 4 minutos de cada lado.

Et voilá!
Super simples, rápida e deliciosa!

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(this is a recipe that was on my old blog and published at 2015)

Back in 2013, when I started this journey of 100% vegetarian lifestyle, one addiction I had was buying new ingredients to experiment with (even if I had no ideia how to cook them!) and one of them was a bag of chickpea flour.

So, one day, I thought that it was ok to switch the corn flour from this recipe to the chickpea one and it turned out delicious!

Months later I went to a workshop and one of the recipes was a pepper omelet. Can you guess with what? Chickpea flour! I thought to myself: “alright! I’m not that crazy!”.

So, in a RT4 phase that I was going through, this was my favorite and easiest dinner to make.

Arame omelet

Ingredients (serves 1 person):

– 5 table spoons of chickpea flour
– 6 table spoons of water
– Arame algae as you like
– 1/4 coffee spoon of black pepper
– Cumin (powder) – I love it so I put a lot…
– 1/4 coffee spoon of ginger (powder)
– 1/4 coffee spoon of turmeric (powder)
– 3 coffee spoons os toast sesame seeds.

How to:

Hidrate the algae.
In a bowl stir the flour with the water and after mix the spices. I avoid putting the salt if I eat something that was cooked with salt but feel free to use it! After the spices mix the sesame seeds.

Lastly take the algae from the water and add to the mixture.

My pan is anti adherent so I don’t need to put oil in it and I let the omelet cook 4 minutes each side.

Et voilá!
Simple, quick and tasty!

 

Folhado de alheira e maçã / Puff pastry of alheira and apple

(For english version, please scroll down)

Esta foi uma das primeiras receitas partilhadas na página de facebook e creio que a que mais sucesso tem tido junto das pessoas que as experimentam.

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Publiquei num outro blog e no meio das “mudanças” nunca reparei que esta estava em falta. SHAME ON ME!!

Quem me apresentou a alheira vegetal da Eurofumeiro foi o meu cunhado emprestado um sábado à noite algures em 2015, que a assou juntamente com umas batatas. Fiquei tão impressionada que poucas semanas depois comprei uma para experimentar em casa.

Não me recordo como a cozinhei dessa vez mas da segunda aproveitei para tentar cozinhar uma ideia que me andava na cabeça durante bastante tempo e aproveitei para testar num jantar convívio com a Sónia, a Rita, a Mónica e a Patrícia.

No post do outro blog digo que pesquisei algumas receitas e que acabei por fazer de improviso… Na verdade durante muito tempo fiz assim: faço as receitas, resultam e quero partilhar no blog. Então vou procurar uma receita base porque sei que há-de haver alguém algures por essa internet fora que já teve a mesma ideia que eu e que já a publicou. Com medo de represálias ponho um link qualquer, mesmo que apenas o tenha aberto nesse dia em que estou a escrever o post. Hoje não vou fazê-lo. No outro blog dizia que não tinha encontrado um link. Lembro-me de ter pesquisado, de ter encontrado uma receita que ia mais ou menos ao encontro do que tinha feito, mas não o gravei. Depois como não o encontrei mais deixei ficar como estava.

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Não sei porquê este complexo de não poder publicar receitas com medo de que venha alguém com uma colher de pau na mão pronto para me dar na cabeça! A verdade é que partilhei esta receita no facebook no dia 3 de Janeiro de 2015 e foi partilhada 44 vezes. Para mim isso é imenso! ❤ Para uma blogger normal é pouquíssimo. Mas na verdade não tenho muitas pretensões ou expectativas. Apenas quero partilhar! Por isso… aqui vai. Mais uma vez.

Folhado de Alheira Vegetariana e Maçã:

Ingredientes:

– 1 alheira Vegetariana (utilizei da Eurofumeiro)
– 1 pêra madura cortada aos bocadinhos
– 1 maçã golden (ou duas dependendo do tamanho) cortada aos bocadinhos
– 1 colher de sopa de azeite
– 2 dentes de alho picados
– 1 pacote de massa folhada fresca (a do Lidl não contém ingredientes de origem animal)

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Como fazer:

Numa frigideira colocar o azeite e o alho picado e deixar alourar um pouco o alho.
Retirar a tripa sintética à alheira e colocá-la na frigideira juntamente com a fruta. A pêra ao estar madura vai acabar por se desfazer e assim misturar-se melhor com a alheira, dando-lhe um sabor adocicado.
Quando a pêra estiver desfeita e a alheira cozinhada, retirar do lume e deixar arrefecer.
Depois é só colocar o preparado na massa folhada e dobrar a massa.

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Colocar no forno a 180º/200º até a massa folhada ficar douradinha.

Tão simples e tão saboroso! Elas que depois digam se gostaram ou não.. cá em casa voltei a fazer para o Natal e para o Ano Novo. A família aprovou e a minha irmã ficou fã!

Ainda hoje acontece pedirem-me este folhado quando vou a algum jantar ou convívio. É bom saber que gostam.

Já experimentaram?

BB

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This was my first quite successful recipe. The first that my family really likes and don’t mind to be vegan.

Alheira is a very typical Portuguese sausage which is basically bread and meat with a lot of spices, inside of the animal bowel.

The first time I tried the vegan option of this sausage was at my soul sister’s house. Her husband did it in the oven with some potatoes. And it was delicious!

So, a few weeks later, I bought it and I can’t remember how I did it that time. But I had this ideia to try it and I did this recipe for a vegan girls lunch and it was approved!

Puff pastry of alheira and apple

Ingredients:

– 1 vegetarian alheira (I used Eurofumeiro brand)
– 1  ripe pear cut in little pieces
– 1 golden apple (or two depending of the size) also cut in pieces
– 1 table spoon of olive oil
– 2 garlic cloves shopped
– 1 package of fresh puff pastry (here in Portugal the one from Lidl doesn’t have animal product in the ingredients)

How to do:

In a pan put the olive oil and garlic and let it braise for a while.
Remove the synthetic wrapper of the alheira and put the stuffing in the pan with the fruit. The pear, because is riped, it will dissolve and mix with the alheira very well and give it a more sweet taste.
When the pear is “gone” remove the pan from the heat and let it cool. Put the mix in the puff pastry and fold it.
Let it gold in the oven at 180º/200º celsius.

Simple and tasty!

BB

 

Organii Ecomarket 2017

No passado fim de semana a Lx Factory albergou a 2ª edição deste mercado alternativo.

Maior que a edição do ano passado, com mais novidades e actividades, incluindo para crianças, esta foi sem dúvida uma feira que nos permite repensar algumas das nossas escolhas.

Aproveitei, claro está, para fazer umas comprinhas e tentei assistir a algumas palestras e showcookings mas apenas consegui assistir em pleno ao showcooking da Oski.

Mas houve situações que me deixaram um pouco perplexa, espantada vá!, que não combinam com o espírito que este evento tenta transmitir.

Muitas das bancas com alimentação utilizavam talheres, copos, pratos, tigelas e caixinhas de plástico. Se eu quisesse comprar uma fatia de bolo, almoçar ou petiscar alguma coisa era-me dado tudo em plástico (levei uma caixinha com talheres e guardanapo. Acabei por não utilizar mas também não almocei no espaço por outros motivos). Compreendo perfeitamente que seja o mais prático, fácil e barato. Mas o que me deixou mais triste foi todo o plástico que acabou por ir para o lixo comum, lixo que estava no chão à entrada do pavilhão e pelo Lx Factory. Se calhar tinham algum sistema de recolha e separação depois do evento. Não sei, não questionei.

Portanto… as pessoas dirigiram-se ao local, sabendo o que era o evento e para o que alertava e pumba… Tudo feito de forma inconsciente. Lixo no chão.

A feira cresceu bastante de um ano para o outro em termos de oferta/ produtos e creio que também teve uma afluência muito maior de visitantes.

Tanto que os chocolates de alfarroba da Casa do Bosque esgotaram e o bolo de cenoura com cobertura de chocolate do Aloha que estava a contar para sobremesa também.

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Falando de coisas boas… e porque as coisas boas são para partilhar.
Comi uma fatia de bolo da House of Wonders (que existe em Cascais… espaço giríssimo!) de mirtilos e chocolate. Delicioso! Vinha em prato e talher de madeira (seria?) mas não foi por isso que comprei lá, foi mesmo porque todos os bolos tinham um super aspecto!

Depois de andar a passear por todas as bancas trouxe estas coisinhas.

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Os dois sabores de creme de bolota, simples e com alfarroba, da Bolota Viva.
Pasta de dentes e duas palhinhas de metal com esfregão da Mind the Trash.
Um queijo creme à base de cajus da Gopal Vegan Cheese (awesome!!!)
E o goodie bag que a Organii estava a vender à entrada que trazia um pacote de café bio da Delta, um pacote da Shine Mixes e umas amostras de cremes.

Também trouxe uns óculos de sol da Joplins… Uns dizem que me ficam bem. Outros que me ficam mal… o que acham?

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Eu sei… eu desgraço-me nestes eventos… Ainda falta mais um em Dezembro (acho).

Até breve!

BB.